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Idosa de 96 anos perde a vida após colisão de ambulância

rui 2 meses ago 0

Uma mulher de 96 anos morreu na manhã desta segunda-feira na sequência de uma violenta colisão entre uma ambulância dos Bombeiros Municipais de Tavira e um automóvel ligeiro, na Estrada Nacional 2 (EN2), na zona de Faro. O acidente provocou ainda um ferido grave e dois feridos ligeiros, mobilizando um vasto dispositivo de socorro e investigação.

De acordo com as informações apuradas no local, a ambulância seguia em marcha de urgência, após ter sido acionada pelo CODU para prestar assistência médica, quando ocorreu o embate num cruzamento na zona da Conceição. O alerta foi dado às 09h17, tendo sido rapidamente destacados vários meios de emergência para o teatro de operações.

A vítima mortal era a utente transportada na ambulância. Na sequência da colisão, entrou em paragem cardiorrespiratória. Apesar das manobras de reanimação realizadas por uma equipa médica do INEM, a idosa acabou por não resistir. Foi ainda transportada para o Hospital de Faro, mas o óbito viria a ser declarado já na unidade hospitalar.

Entre os feridos encontra-se um bombeiro de 26 anos, considerado ferido grave. O operacional sofreu um traumatismo cranioencefálico grave e apresentava também queixas de dores na zona lombar. Foi assistido no local e posteriormente transportado para o Hospital de Faro por uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Faro, acompanhado por um enfermeiro.

Os dois feridos ligeiros são um bombeiro de 27 anos, que sofreu lesões cervicais, e o condutor do veículo ligeiro, de 30 anos, que apresentava lesões ao nível da omoplata. Ambos receberam assistência médica no local e foram encaminhados para avaliação hospitalar. Um bombeiro estagiário, de 18 anos, que também seguia na ambulância, foi acompanhado pela equipa de psicólogos do INEM, devido ao impacto emocional provocado pela ocorrência.

No socorro estiveram igualmente envolvidos elementos dos Bombeiros Municipais de Olhão e da Cruz Vermelha de Faro, que colaboraram nas operações de assistência às vítimas e na estabilização da área.

Segundo uma testemunha que seguia numa das viaturas paradas na fila de trânsito, o condutor do carro terá acionado o pisca para virar à esquerda, mas aparentemente não se apercebeu da aproximação da ambulância, que circulava com sinalização sonora e luminosa ativada, ultrapassando a fila de veículos. O embate deu-se na parte lateral do automóvel.

Paula Cunha, uma das primeiras pessoas a chegar junto dos sinistrados, relatou momentos de grande tensão. Contou que permaneceu ao lado do jovem condutor do carro até à chegada de reforços médicos. “Ele perguntava repetidamente se ainda tinha as pernas e os braços”, descreveu, sublinhando o estado de choque em que o rapaz se encontrava.

Após o acidente, a circulação na EN2 esteve condicionada, enquanto decorriam os trabalhos de socorro e as perícias técnicas. Elementos do Guarda Nacional Republicana, através do Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação, realizaram medições, recolha de vestígios e análise das circunstâncias do embate. A investigação agora em curso pretende determinar com exatidão os fatores que estiveram na origem da colisão, nomeadamente a dinâmica da marcha de urgência e a manobra efetuada pelo veículo ligeiro.

O caso gerou forte comoção na região, sobretudo pela morte da idosa que seguia a ser transportada para cuidados hospitalares. As autoridades deverão agora apurar responsabilidades e avaliar todos os elementos técnicos que possam contribuir para esclarecer o sucedido, num acidente que envolveu meios de emergência em plena missão de socorro.

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