Tempo instável e vento forte podem marcar a próxima semana
Uma depressão atmosférica em desenvolvimento entre os Açores e a Madeira poderá influenciar o estado do tempo em Portugal nos próximos dias. Apesar disso, a evolução do sistema ainda é incerta, o que dificulta previsões mais detalhadas quanto ao seu real impacto.
Os modelos meteorológicos admitem alterações rápidas nas condições atmosféricas, incluindo precipitação, poeiras em suspensão, vento intenso e possibilidade de trovoadas — fenómenos típicos da transição para a primavera. No entanto, a localização exata da depressão será determinante para perceber quais as regiões mais afetadas.
Caso o sistema permaneça mais afastado a oeste, os Açores deverão sentir os efeitos mais significativos. Se evoluir para leste, poderá aproximar-se da Madeira e influenciar também o continente. A intensidade que a depressão poderá atingir continua igualmente por definir.
Primeiros sinais a meio da semana
O início da semana deverá ser relativamente estável no continente. Já nos Açores, prevê-se a chegada de uma massa de ar mais frio a partir de terça-feira. Entre os dias 18 e 19 de março, poderá verificar-se aumento de nebulosidade e ocorrência de aguaceiros em território continental, embora sem indicação, para já, de um episódio de mau tempo severo.
As previsões apontam antes para temperaturas amenas, céu por vezes nublado e eventual presença de poeiras oriundas do Norte de África.
Incerteza aumenta após dia 20
A partir da segunda metade da semana, o cenário torna-se menos previsível. Existe a hipótese de a depressão se deslocar inicialmente para sudoeste, afastando-se da Península Ibérica. Contudo, se a corrente de jato ganhar força, poderá empurrar novamente o sistema em direção ao território nacional, aumentando a probabilidade de aguaceiros mais intensos e trovoadas.
Para já, trata-se apenas de um dos vários cenários possíveis.
Semana de contrastes
Tudo indica que os próximos dias poderão ser marcados por grande variabilidade atmosférica, alternando períodos de sol e temperaturas relativamente elevadas com momentos de chuva, vento e poeiras em suspensão. Este tipo de instabilidade é comum na primavera, quando massas de ar distintas interagem com maior frequência.
Até ao momento, não existem sinais claros de um episódio extremo de mau tempo no continente.
Açores sob maior risco
O arquipélago dos Açores deverá ser a região mais exposta aos efeitos da depressão. Está prevista uma descida acentuada das temperaturas a partir de terça-feira, acompanhada de vento forte de noroeste.
Alguns modelos admitem rajadas que podem atingir ou mesmo ultrapassar os 120 km/h, sobretudo nas ilhas orientais. O estado do mar deverá agravar-se e não está excluída a possibilidade de queda de neve nas zonas mais elevadas. No final da semana, a aproximação do anticiclone poderá contribuir para uma melhoria gradual do tempo.
Madeira também sob vigilância
Na Madeira, o impacto dependerá da trajetória final do sistema. A partir de quarta-feira poderá verificar-se agravamento das condições meteorológicas, com aumento da intensidade do vento e ocorrência de aguaceiros.
Entre quinta e sexta-feira existe a possibilidade de rajadas superiores a 100 km/h e períodos de chuva mais intensa, caso a depressão se aproxime do arquipélago.
Previsões com elevada margem de erro
Os modelos sugerem, em média, uma semana mais chuvosa do que o habitual em Portugal continental. Ainda assim, os especialistas alertam para o elevado grau de incerteza.
Uma ligeira intensificação do anticiclone poderá impedir a aproximação da depressão e reduzir significativamente a precipitação prevista. Por esse motivo, recomenda-se o acompanhamento regular das atualizações meteorológicas nos próximos dias, uma vez que o cenário poderá sofrer alterações relevantes.
