O FC Porto atravessa um momento de profunda tristeza com a partida de José Manuel Matos Fernandes, antigo presidente da Mesa da Assembleia Geral do clube.
Figura respeitada no universo portista, Matos Fernandes dedicou grande parte da sua vida ao emblema azul e branco, desempenhando funções de elevada responsabilidade ao longo de vários anos.
O seu percurso no clube ficou marcado pelo compromisso, rigor e dedicação à instituição. Foi uma presença constante em momentos determinantes da história recente do FC Porto.
Ao longo do seu trajeto, recebeu duas importantes distinções: o Dragão de Ouro de Sócio do Ano, em 2008, e o de Dirigente do Ano, em 2018, reconhecimentos que sublinham o impacto do seu contributo.
Em 2020, cessou funções oficiais no clube, encerrando um ciclo de ligação intensa e apaixonada ao FC Porto.
Paralelamente à atividade desportiva, construiu uma carreira de grande relevo na área da Justiça. Iniciou funções como juiz de círculo em 1978.
Posteriormente, integrou o Conselho Superior da Magistratura, reforçando a sua influência e responsabilidade no setor judicial.
Foi também juiz desembargador no Tribunal da Relação do Porto, onde desempenhou funções de elevada exigência.
Em 1996, atingiu um dos pontos mais altos da sua carreira ao ser nomeado juiz conselheiro no Supremo Tribunal de Justiça.
A notícia da sua partida foi recebida com consternação pela estrutura do clube e pelos seus adeptos.
Num comunicado oficial, o FC Porto expressou pesar e endereçou sentidas condolências à família e amigos.
O legado de José Manuel Matos Fernandes ficará ligado à história do clube e ao sistema judicial português, sendo recordado pelo profissionalismo e dedicação demonstrados ao longo da vida.
