A morte de Paula Susana Ribeiro de Almeida Morgado está a comover familiares, amigos e todos aqueles que tiveram o privilégio de a conhecer.
A enfermeira tinha 42 anos e era natural de Viseu.
Licenciou-se em Enfermagem na Escola Superior de Saúde de Viseu, onde iniciou o percurso que a levou a dedicar a vida ao cuidado dos outros.
Ao longo da carreira, conquistou o respeito de colegas e utentes pela forma humana e profissional com que desempenhava as suas funções.
Paula Almeida era casada com Cláudio Morgado.
O casal tinha três filhos, que eram a maior prioridade da sua vida.
Nos últimos anos, enfrentou uma das batalhas mais difíceis da sua vida.
Durante a gravidez do terceiro filho, foi-lhe diagnosticada uma doença oncológica já numa fase avançada.
Apesar do enorme desafio, nunca deixou de lutar com coragem e determinação.
A enfermeira manteve-se rodeada pelo carinho da família e dos amigos ao longo de todo o tratamento.
Infelizmente, acabou por falecer no final do passado sábado, deixando uma profunda tristeza entre todos os que a conheciam.
Mesmo nos momentos mais difíceis, Paula Almeida continuou a pensar nos outros antes de pensar em si.
Consciente da gravidade do seu estado de saúde, decidiu deixar um último pedido à família.
Em vez de flores para a sua despedida, desejava que esse gesto se transformasse numa ajuda para outras crianças.
O objetivo era contribuir para a instalação de aparelhos de ar condicionado nas salas da creche frequentada pelos seus filhos.
A enfermeira acreditava que esse seria um legado muito mais útil e duradouro.
O gesto emocionou quem tomou conhecimento da sua vontade, refletindo a generosidade que sempre marcou a sua personalidade.
Nas redes sociais multiplicam-se as mensagens de homenagem, recordando Paula Almeida como uma mulher dedicada, generosa e sempre pronta a apoiar quem precisava.
Amigos e colegas destacam o seu sorriso, a sua força e a forma como enfrentou a doença com enorme dignidade.
A história de Paula Almeida ficará marcada não apenas pela coragem com que enfrentou a adversidade, mas também pelo exemplo de solidariedade e amor ao próximo que decidiu deixar como última mensagem de vida.
