A investigação à morte de uma bebé de 18 meses, esquecida no interior de uma viatura em Almada, continua a revelar novos detalhes sobre o sucedido.
A criança deveria ter sido entregue numa das valências do colégio “O Mestre Cuco”, mas acabou por nunca chegar ao destino previsto.
Segundo as informações conhecidas, a funcionária responsável pelo transporte recebeu a menina diretamente dos pais durante a manhã.
A recolha da criança aconteceu junto da residência da família, no Feijó, por volta das 08h20.
Depois de colocar a bebé na viatura do estabelecimento de ensino, a funcionária prosseguiu o percurso habitual para recolher e transportar outras crianças.
Contudo, por razões ainda em apuramento, a menina permaneceu no banco do automóvel sem que a sua presença fosse detetada.
Ao longo de todo o dia, a criança ficou no interior do veículo estacionado, sujeita às elevadas temperaturas registadas.
O desaparecimento da bebé apenas começou a ser notado quando os pais se deslocaram ao colégio para a ir buscar no final da tarde.
Ao perceberem que a filha não se encontrava nas instalações, deram imediatamente o alerta aos responsáveis.
Perante a situação, iniciaram-se buscas para localizar a criança e perceber o que poderia ter acontecido.
Foi então que a funcionária regressou à viatura utilizada no transporte das crianças.
Ao abrir a porta do automóvel, encontrou a bebé inanimada no interior.
As equipas de emergência foram rapidamente acionadas para o local, mas já não foi possível reverter a situação.
De acordo com relatos divulgados, a funcionária entrou em estado de choque após perceber o sucedido.
Durante o contacto com as autoridades, terá manifestado profundo desespero e dificuldade em lidar com a dimensão da tragédia.
Segundo foi noticiado, a mulher afirmou que alterações nas rotinas daquele dia poderão ter contribuído para o esquecimento da criança.
As autoridades estão agora a investigar todas as circunstâncias do caso, incluindo os procedimentos adotados no transporte e na entrega das crianças.
O objetivo da investigação passa por determinar responsabilidades e esclarecer de que forma foi possível que a bebé permanecesse esquecida durante tantas horas.
O caso provocou forte comoção em todo o país e reacendeu o debate sobre os mecanismos de segurança existentes no transporte de crianças para estabelecimentos de ensino.
Enquanto o inquérito prossegue, a prioridade das autoridades é apurar todos os factos relacionados com esta tragédia e garantir que situações semelhantes possam ser evitadas no futuro.
