Até ao momento, não existem indicações de que o movimento tenha sido sentido pelos habitantes da região.
Também não foram divulgadas informações sobre danos materiais ou outras consequências associadas ao episódio.
A ocorrência foi identificada através dos sistemas de monitorização utilizados pelo IPMA para acompanhar a atividade sísmica em Portugal.
A rede de vigilância permite determinar a localização aproximada dos epicentros, calcular a magnitude dos abalos e estimar a respetiva profundidade.
Portugal encontra-se numa região onde podem ocorrer fenómenos sísmicos de diferentes intensidades, embora muitos sejam de magnitude muito baixa.
A maioria dos abalos de pequena magnitude passa despercebida à população e apenas é identificada através de equipamentos especializados.
A magnitude indica a dimensão da energia libertada na origem do sismo, sendo diferente da intensidade, que descreve os efeitos observados num determinado local.
Por esse motivo, dois sismos com características distintas podem produzir consequências diferentes, dependendo também da profundidade e da distância às zonas habitadas.
No caso registado em Esposende, os dados conhecidos apontam para um fenómeno de reduzida magnitude.
A ausência de relatos de pessoas que tenham sentido o abalo é compatível com as características deste tipo de ocorrência.
Ainda assim, a monitorização contínua permite às autoridades acompanhar a evolução da atividade sísmica e divulgar informação sempre que são identificados novos episódios.
O registo integra a vigilância permanente realizada pelo IPMA, responsável pela observação e análise da atividade sísmica no território nacional.
Até à divulgação de informação adicional, não são conhecidas consequências associadas ao episódio ocorrido no concelho de Esposende.
O caso volta a destacar a importância dos sistemas de monitorização sísmica, que permitem identificar até os movimentos de terra mais discretos e manter a população informada
