Em 2011, o nome de Renato Seabra ganhou notoriedade internacional após o homicídio do cronista social Carlos Castro, ocorrido num hotel de Nova Iorque, nos Estados Unidos. Mais de uma década depois, o apelido Seabra volta a surgir na atualidade, agora associado à vida política nacional.
Joana Seabra, irmã de Renato Seabra, exerce atualmente funções como deputada na Assembleia da República, eleita pela Aliança Democrática (AD), segundo revelou a revista TV Guia. Médica de formação, Joana Seabra tem 41 anos e não entrou diretamente no Parlamento através de eleição direta, tendo assumido o mandato na sequência de alterações na composição do Governo.
A sua entrada no hemiciclo ocorreu depois de Rita Alarcão Júdice e Pedro Machado terem sido nomeados, respetivamente, ministra da Justiça e secretário de Estado do Turismo. Ambos integravam, tal como Joana Seabra, a lista do círculo eleitoral de Coimbra, o que abriu lugar à sua substituição.
Apesar da ligação familiar a um dos crimes mais mediáticos envolvendo um cidadão português no estrangeiro, Joana Seabra construiu o seu percurso profissional e político de forma autónoma, mantendo uma carreira na área da saúde antes de assumir responsabilidades parlamentares.
Renato Seabra, por sua vez, continua a cumprir pena nos Estados Unidos. Foi condenado a uma pena mínima de 25 anos de prisão perpétua pelo homicídio de Carlos Castro e permanece detido no estabelecimento prisional de Rikers Island, em Nova Iorque. O caso continua a ser recordado como um dos mais chocantes da história recente envolvendo portugueses fora do país.
