Ministra da Administração Interna apresenta demissão esta terça-feira
A ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, apresentou esta terça-feira o seu pedido de demissão, decisão que mereceu aceitação por parte do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na sequência de uma proposta do primeiro-ministro, Luís Montenegro.
De acordo com uma nota publicada no site oficial da Presidência da República, Maria Lúcia Amaral considerou já não reunir as condições pessoais e políticas necessárias para continuar no exercício das suas funções governativas. Na mesma comunicação é indicado que, após a formalização da exoneração, o primeiro-ministro assumirá de forma transitória a tutela da Administração Interna.
A demissão ocorre num período particularmente delicado, marcado por sucessivos episódios de mau tempo que afetaram várias regiões do país nas últimas semanas. As tempestades registadas provocaram pelo menos 16 vítimas mortais, além de elevados danos materiais, obrigando a múltiplas intervenções de emergência e à mobilização constante das forças de proteção civil.
Apesar do contexto exigente em que ocorre a saída da ministra, a Presidência da República optou por não detalhar os motivos específicos que estiveram na base da decisão, remetendo mais esclarecimentos para uma fase posterior. O processo encontra-se ainda em desenvolvimento.
Maria Lúcia Amaral assumiu funções como ministra da Administração Interna a 5 de junho de 2025, aquando da tomada de posse do XXV Governo Constitucional. Jurista e constitucionalista de reconhecido percurso académico, destacou-se anteriormente enquanto Provedora de Justiça, cargo que desempenhou durante oito anos, período no qual ficou associada à defesa dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.
A sua saída levanta agora questões quanto à reorganização da área da Administração Interna, numa altura em que o país enfrenta desafios significativos ao nível da segurança, da resposta a fenómenos climáticos extremos e da coordenação dos serviços de emergência.
Até ao momento, o Governo não anunciou quem poderá vir a suceder a Maria Lúcia Amaral na pasta, mantendo-se Luís Montenegro responsável pelas competências do ministério até nova indicação.
