Na tarde desta quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026, pelas 12h14, um sismo de magnitude 4.0 na escala de Richter foi registado na região de Lisboa. Segundo o Centro Sismológico Euro-Mediterrânico, o epicentro localizou-se próximo de Mafra, nos arredores de Vila Franca de Xira, a uma profundidade de cerca de 15 quilómetros. O tremor, embora não tenha sido de grande intensidade, foi sentido por muitos habitantes da área metropolitana, gerando surpresa e comentários nas redes sociais.
Os sismos nesta faixa de magnitude são considerados moderados. Normalmente, são suficientemente fortes para serem percebidos pelas pessoas, mas raramente provocam danos significativos em estruturas modernas. No caso do abalo desta quinta-feira, os relatos indicam que a população sentiu uma breve vibração, semelhante a uma leve oscilação ou tremor do solo, acompanhada por um pequeno estalido em algumas construções mais antigas. Algumas pessoas que se encontravam em edifícios altos referiram um ligeiro balançar, enquanto em zonas mais próximas do epicentro o tremor foi percebido com maior nitidez.
O fenómeno sísmico na região de Lisboa é explicado pela posição geológica do país. Portugal continental situa-se perto do limite entre a placa Euroasiática e a placa Africana, uma zona tectonicamente ativa. A movimentação destas placas provoca tensões na crosta terrestre, que são libertadas periodicamente sob a forma de sismos. Embora muitos destes abalos sejam fracos e passíveis de serem apenas sentidos, a região tem um histórico de acontecimentos sísmicos mais fortes, sendo o mais célebre o sismo de 1 de novembro de 1755, que devastou Lisboa, provocou milhares de vítimas e originou um maremoto devastador. Estes eventos históricos demonstram que, apesar da frequência de sismos moderados, a região continua sujeita a riscos sísmicos significativos.
O tremor sentido esta quinta-feira ocorreu a uma profundidade relativamente superficial, cerca de 15 quilómetros. Quanto mais próximo da superfície um sismo ocorre, mais facilmente as ondas sísmicas se propagam e se tornam perceptíveis para a população. Por isso, mesmo uma magnitude de 4.0, que é considerada moderada, pode ser claramente sentida por quem se encontra na cidade ou em concelhos próximos do epicentro. A intensidade percebida varia também conforme a construção dos edifícios, a composição do solo e a distância em relação ao epicentro.
Os abalos moderados como este não costumam causar danos estruturais, mas servem como alerta para a importância de manter medidas básicas de segurança. Autoridades como a Proteção Civil e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) acompanham de perto estes fenómenos, avaliando a possibilidade de réplicas e fornecendo informações à população. Recomenda-se que as pessoas conheçam locais seguros dentro de casa, como debaixo de móveis resistentes ou junto a paredes interiores, e que mantenham um kit de emergência preparado, mesmo para sismos de magnitude moderada.
Além de Lisboa e Mafra, o tremor foi sentido em concelhos vizinhos, incluindo Cascais, Oeiras e Sintra. Relatos indicam que, para a maior parte das pessoas, a experiência durou apenas alguns segundos, com sensação de vibração e ligeiro movimento de objetos leves dentro das casas. Este tipo de sismo é comum na região, refletindo a atividade tectónica habitual, mas ainda assim é capaz de chamar a atenção da população, lembrando a necessidade de preparação contínua.
Em termos científicos, sismos com magnitude 4.0 são classificados como leves a moderados na escala de Richter. Eles representam uma libertação de energia suficiente para gerar movimento perceptível, mas insuficiente para causar destruição generalizada. Em contraste, magnitudes superiores a 6.0 ou 7.0 podem provocar danos significativos, especialmente em áreas densamente povoadas ou com construções mais antigas. Por isso, o tremor desta quinta-feira, embora perceptível e digno de registo, não representa uma ameaça imediata à segurança física da população.
Em resumo, o sismo sentido na região de Lisboa, com epicentro próximo de Mafra e Vila Franca de Xira, foi um evento de magnitude moderada e profundidade superficial. Provocou uma sensação de vibração em várias zonas da área metropolitana, mas não causou danos. Este fenómeno lembra a importância de manter medidas de segurança adequadas e de estar consciente da posição geológica do país, reforçando a necessidade de preparação contínua para eventos sísmicos, mesmo os de menor intensidade.
