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Mau tempo!Ministro alerta portugueses para lidar com as adversidades

rui 2 meses ago 0

O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, defendeu esta sexta-feira, em Leiria, a necessidade de preparar melhor a sociedade para enfrentar cenários extremos, sublinhando, contudo, que nenhum país consegue antecipar por completo acontecimentos inéditos. As declarações surgem na sequência das tempestades recentes que atingiram o território nacional, provocando 19 vítimas mortais e elevados danos materiais.

Durante a conferência “O futuro pós-calamidade”, organizada pelo jornal Região de Leiria, o governante destacou que a resposta a fenómenos extremos exige preparação individual e coletiva. Ainda assim, reconheceu os limites dessa preparação quando estão em causa situações sem precedentes. Referindo-se à tempestade Kristin, considerada a mais severa de que há registo no país, afirmou que não é possível estruturar um plano totalmente eficaz para um evento que nunca tinha ocorrido com aquela dimensão.

Fernando Alexandre sublinhou a importância de desenvolver competências para lidar com a adversidade, seja perante incêndios, sismos ou fenómenos meteorológicos de grande escala. Na sua perspetiva, a capacitação dos cidadãos é tão relevante quanto o investimento do Estado em infraestruturas e mecanismos de proteção civil. O ministro defendeu que a educação desempenha um papel central neste processo, ao promover conhecimento, pensamento crítico e capacidade de adaptação.

O responsável pela pasta da Educação frisou ainda que o reforço das infraestruturas deve ser feito com base em análise rigorosa e equilíbrio, evitando decisões precipitadas. Segundo afirmou, é necessário encontrar um “balanço” entre investimento, prevenção e sustentabilidade, rejeitando soluções simplistas para problemas complexos. Para o governante, a resposta aos desafios atuais passa pela articulação entre educação, ciência, tecnologia e inovação.

Ao abordar o impacto da tempestade, o ministro reconheceu a gravidade das consequências humanas e materiais, defendendo que o momento exige reflexão estratégica sobre o futuro. Considerou fundamental retirar aprendizagens do sucedido, de modo a melhorar os mecanismos de resposta e reduzir vulnerabilidades. No entanto, insistiu que a magnitude excecional do fenómeno demonstra os limites do planeamento tradicional.

No seu discurso, reforçou a ideia de que vivemos num contexto global marcado por crescente complexidade e imprevisibilidade. Nesse cenário, a preparação não se resume a obras físicas ou equipamentos, mas envolve também literacia científica, formação contínua e capacidade de adaptação social. Para Fernando Alexandre, investir no conhecimento é uma das formas mais eficazes de fortalecer o país perante crises futuras.

A conferência em Leiria reuniu diversos intervenientes para debater estratégias de recuperação e prevenção após a calamidade. O ministro reiterou que o Estado tem responsabilidade na criação de estruturas resilientes, mas salientou igualmente o papel de cada cidadão na construção de uma cultura de prevenção e responsabilidade coletiva.

As declarações surgem num momento em que o país ainda avalia os estragos provocados pela tempestade e discute medidas de reconstrução. O governante concluiu defendendo que a resposta deve ser ponderada e sustentada em evidência técnica, garantindo que as decisões tomadas hoje contribuam para um futuro mais seguro e preparado para enfrentar novos desafios.

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