Portugal prepara-se para uma mudança temporária no estado do tempo nos próximos dias, com a aproximação de uma massa de ar mais frio que deverá fazer descer as temperaturas, especialmente na altura do Domingo de Ramos.
Depois de vários dias marcados por estabilidade atmosférica, o território continental continua sob influência de um padrão anticiclónico. Este cenário tem garantido céu pouco nublado, ausência de chuva e temperaturas relativamente amenas para o final de março.
Em regiões como Lisboa e Vale do Tejo e o Algarve, as máximas têm oscilado entre os 20 e os 25 graus, valores acima da média para esta fase da primavera. No entanto, esta tendência não deverá manter-se intacta.
À medida que a semana avança, prevê-se a entrada de ar mais frio proveniente do interior do continente europeu. Essa massa de ar continental começará a fazer-se sentir de forma gradual, provocando uma descida das temperaturas.
O impacto mais significativo deverá ocorrer no Domingo de Ramos, sobretudo durante a noite e madrugada. As temperaturas mínimas vão descer de forma mais acentuada nas regiões do interior.
Distritos como Bragança, Guarda, Vila Real e Viseu poderão registar valores próximos dos 0 graus, podendo mesmo ocorrer geadas em zonas mais elevadas. Será um contraste evidente face aos dias anteriores.
Apesar da descida térmica, não se antecipam episódios relevantes de precipitação ou vento forte em Portugal continental. A alteração prevista será essencialmente ao nível das temperaturas.
Já no início da Semana Santa, a partir de segunda-feira, 30 de março, os modelos meteorológicos indicam o reforço de um anticiclone sobre a Península Ibérica. Este sistema de altas pressões deverá voltar a estabilizar o tempo.
Com pressão atmosférica elevada no seu centro, o anticiclone deverá bloquear a entrada de frentes atlânticas, promovendo novamente dias secos e com céu pouco nublado.
Assim, após o episódio de frio, espera-se uma nova subida gradual das temperaturas, mantendo-se o padrão típico de primavera: dias agradáveis e noites mais frescas.
Ainda assim, a médio prazo existe alguma incerteza nos modelos, não estando totalmente excluída a possibilidade de novas alterações no início de abril. Para já, o cenário mais provável aponta para estabilidade e ausência de chuva significativa em Portugal continental.
