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Aproveitou o sol? Pois saiba que acabou…’chuva a potes volta a Portugal e estás são as regiões mais afetadas!

rui 1 mês ago 0

Depois de vários dias marcados por estabilidade atmosférica e ausência de precipitação em Portugal, os modelos meteorológicos começam a indicar uma possível alteração do padrão climático na segunda quinzena de março. Embora ainda exista margem de incerteza, alguns cenários apontam para a aproximação de uma depressão que poderá trazer novamente instabilidade ao território.

De acordo com projeções recentes, a mudança poderá ocorrer por volta dos dias 17 ou 18 de março. O modelo europeu ECMWF, frequentemente considerado uma das principais referências nas previsões a médio prazo, sinaliza a eventual formação de uma área de baixa pressão a oeste da Península Ibérica.

Caso esta configuração se confirme, poderá verificar-se uma alteração na circulação atmosférica. O anticiclone dos Açores poderá deslocar-se para latitudes mais elevadas, abrindo espaço à progressão de sistemas depressionários em direção ao território continental.

Os especialistas referem ainda que esta evolução poderá estar associada a alterações no comportamento do jato polar e a dinâmicas relacionadas com o vórtice polar, fatores que influenciam a distribuição das massas de ar e a instabilidade na Europa.

Apesar dos indícios apresentados pelo ECMWF, outros modelos continuam a projetar cenários distintos. Algumas simulações sugerem que a depressão poderá manter-se afastada do continente, permanecendo a oeste, o que poderia gerar um fluxo de sudeste sobre Portugal.

Num cenário desse tipo, o continente poderia registar temperaturas mais elevadas e tempo relativamente seco, enquanto a instabilidade se concentraria sobretudo nas regiões autónomas.

Modelos como o GFS e o ICON apresentam trajetórias diferentes para a evolução da depressão, evidenciando que ainda não existe consenso absoluto sobre o seu posicionamento final.

Ainda assim, há alguma convergência quanto à possibilidade de mudança na circulação atmosférica após meados do mês. Se a baixa pressão se aproximar do território continental, poderão ocorrer períodos de precipitação mais significativa.

As regiões do Centro e do Sul, bem como áreas próximas do litoral, poderão ser as mais afetadas por aguaceiros mais intensos. Dependendo da evolução, não se exclui a ocorrência de trovoadas em determinadas zonas.

Por outro lado, caso o sistema permaneça mais afastado, poderá favorecer o transporte de poeiras oriundas do norte de África, fenómeno que já se verificou noutras ocasiões recentes.

Os meteorologistas consideram, para já, ligeiramente mais provável um cenário com aumento de instabilidade, sobretudo se o anticiclone se deslocar para norte e permitir a descida das perturbações atlânticas.

Alguns modelos de tendência sazonal sugerem ainda que este episódio poderá marcar o início de um período mais típico da primavera, caracterizado por maior variabilidade atmosférica, alternância entre sol e chuva e maior propensão para aguaceiros convectivos.

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