Um grave acidente rodoviário ocorrido na segunda-feira, na ponte Metuchira, em Moçambique, provocou pelo menos nove mortos e várias dezenas de feridos, reacendendo o debate sobre a segurança nas estradas do país.
O sinistro envolveu um autocarro de transporte de passageiros que se despistou e acabou por capotar, num cenário descrito como particularmente violento pelas autoridades locais.
De acordo com o diretor clínico do Hospital Provincial de Chimoio (HPC), Juvenal Chitovele, 30 vítimas foram assistidas naquela unidade de saúde. Entre os feridos, três acabaram por não resistir aos ferimentos e morreram já no hospital.
Outras seis pessoas perderam a vida no próprio local do acidente, elevando para nove o número provisório de vítimas mortais.
Segundo o responsável clínico, permanecem internados 18 pacientes, alguns com ferimentos considerados graves, enquanto os restantes já tiveram alta após receberem tratamento médico.
A dimensão da tragédia voltou a expor a fragilidade de algumas infraestruturas rodoviárias moçambicanas e os riscos associados a comportamentos imprudentes ao volante.
O chefe do departamento das Relações Públicas da Polícia da República de Moçambique (PRM), Mouzinho Manasse, indicou que as primeiras diligências apontam para o excesso de velocidade como provável causa do despiste.
Ainda assim, sublinhou que as investigações continuam, estando as autoridades a trabalhar para apurar com rigor todas as circunstâncias que estiveram na origem do acidente.
Este episódio surge num contexto de preocupação crescente com a sinistralidade rodoviária no país. Dados recentes indicam que, entre janeiro e setembro do último ano, foram registados 408 acidentes de viação, que resultaram em 662 mortos.
Os números representam um aumento significativo face ao mesmo período do ano anterior, quando se contabilizaram 555 vítimas mortais.
Perante este cenário, as autoridades moçambicanas têm vindo a anunciar medidas destinadas a reforçar a fiscalização e a prevenção, incluindo a criação de um centro piloto para monitorização de infrações rodoviárias.
O Presidente da República também já manifestou a necessidade de implementar estratégias mais eficazes para travar o aumento de acidentes nas estradas.
O despiste na ponte Metuchira evidencia, mais uma vez, a urgência de políticas públicas que combinem fiscalização rigorosa, melhoria das infraestruturas e campanhas de sensibilização.
A tragédia deixa um rasto de dor para as famílias das vítimas e reforça o alerta para a importância do cumprimento das regras de trânsito, sobretudo em zonas consideradas críticas, como pontes e vias de grande circulação.
