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Sondagens não perdoam e revelam quem está mais próximo de sentar no trono!

rui 4 semanas ago 0

Um estudo recente do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa) e do ISCTE coloca António José Seguro numa posição de clara vantagem na corrida à Presidência da República. A sondagem, realizada para a SIC e o jornal Expresso, indica que, caso a segunda volta tivesse lugar neste momento, o antigo secretário-geral do PS venceria André Ventura com uma margem confortável.

De acordo com os resultados, Seguro reúne 51% das intenções de voto, enquanto o candidato apoiado pelo Chega se fica pelos 27%, numa fase em que faltam apenas dez dias para o decisivo confronto eleitoral. O estudo revela ainda que 12% dos inquiridos admitem não votar e 8% permanecem indecisos. No entanto, quando estes valores são redistribuídos, o cenário torna-se ainda mais expressivo: António José Seguro poderá alcançar cerca de 66% dos votos, deixando Ventura com 34%, reforçando a perceção de uma vitória sólida para o socialista.

Um dos dados mais relevantes desta sondagem está relacionado com a transferência de votos entre a primeira e a segunda volta. O estudo conclui que mais de um terço do apoio de Seguro provém de eleitores que anteriormente votaram em João Cotrim Figueiredo, Luís Marques Mendes e Henrique Gouveia e Melo. A este grupo junta-se ainda uma fatia significativa de antigos abstencionistas, que representam cerca de 16% do eleitorado agora inclinado a apoiar o antigo líder do PS.

No campo oposto, André Ventura revela maior capacidade de mobilização entre quem se absteve na primeira volta, captando cerca de 27% desses votos. Consegue também atrair aproximadamente 10% dos eleitores de Cotrim Figueiredo e uma percentagem semelhante proveniente de outros candidatos, embora esses ganhos não sejam suficientes para reduzir de forma significativa a distância que o separa de Seguro.

O trabalho de campo da sondagem decorreu entre 20 e 25 de janeiro de 2026 e baseou-se em 902 entrevistas presenciais realizadas em Portugal Continental. O estudo apresenta uma margem de erro máxima de 3,25% e um nível de confiança de 95%. Com a campanha a entrar na sua fase decisiva, os números apontam António José Seguro como o grande favorito a Belém, sustentado por um eleitorado diversificado e pelo voto útil vindo de vários quadrantes políticos.

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